Mal vindo

Eu não sou uma pessoa, sou uma idéia.

Sou várias idéias e talvez várias pessoas.

Mas certamente eu não sou você. Deve ser deprimente ser você.

Este blog é para aqueles que precisam de espaço mas não querem viver o espaço pré-planejado. Para aqueles que tem um nome e não concordam com ele. Para as idéias que não dão a cara a tapa pois idéias não tem rosto. Para os ridicularizados que farão sentido apenas depois de mortos.

Este blog já nasce morto. Agradeço a sua participação como verme.

Abraço

EgoCego _4

Anúncios

4 Comentários

Arquivado em Uncategorized

4 Respostas para “Mal vindo

  1. Ei… vamos brincar de canibais?

    As tradições canibais rezam que você deve comer a carne de seu inimigo morto em combate para se nutrir da força deste último…

    Tem uma espécie de ritual vampírico-safado, invenção de escritores de quadrinhos e de filmes, onde o vampiro cede parte do seu sangue para que aquele que o beber não seja convertido em escravo-morto vivo, mas partilhe de sua força… igualzinho canibal, incrível. Só que os canibais e seus rituais fazem parte do mundo real, enquanto a cessão de sangue vampírico, pura ficção.

    Qual dos dois eventos têm mais valor para o ficcionista? “Depende do que o mercado quiser”?

  2. egocego

    Caro Fernando,
    é realmente animador encontrar pessoas tão antenadas com as idéias que pretendo trabalhar nesse blog logo no início.

    A estratégia do canibalismo é válida e talvez seja a maior das estratégias. Incorporar o que há de bom dos grandes e reverter como nossa própria força. Ao vencer um inimigo e comê-lo, acaba-se por comê-lo também simbólicamente: o que ele tinha de bravura e força passam a ser seus.

    Por outro lado, muitos dos que considero inimigos nesse blog – e cuja lista deverá só aumentar – são medíocres. O layout do Bigorna e a edição de conteúdo deles é medíocre. O tom sou-seu-amiguinho do Omelete também é medíocre e certamente não convence o jovem por mais de 2 anos. Muita coisa desses órgãos tem, sim, que ser comida, mastigada e vomitada: nós, por nossa vez, devemos nos esforçar para não repetir os passos errados que uma vez eles deram.

    Um grande autor chamado Elias Canetti trata das relações de poder e fala muito sobre essas questões mais simbólicas. Dentre uma das demonstrações de poder ele indica o RISO.

    “A risada foi já reprovada como algo vulgar porque, quando se ri, abre-se bem a boca, desnudando os dentes. É certo que, em sua origem, o riso encerra a alegria pela presa ou comida que parece segura. Todo tombo que provoca o riso lembra o desamparo daquele que tombou: se se quisesse, poder-se-ia tratá-lo como uma presa. Não se haveria de rir se, avançando-se nessa sequência de acontecimentos, efetivamente se incorporasse aquele que caiu. Ri-se EM VEZ de comê-lo.”

    Destruir os grandes sites que geram opiniões xulas sobre a Cultura Pop é um esforço desnecessário. Cumpre-se, antes, abrir os olhos daqueles que consomem as suas informações.

    Fazer com que seus leitores riam das suas burrices transforma (ou melhor, evidencia) esses sites em grandes elefantes brancos que são alvos para lobos em potencial. Os lobos só derrubam os elefantes porque atacam em grupo, em ataques esporádicos, retirando aos poucos a força do grande para então eliminá-lo.

    Em breve, resenhas e artigos destes sites serão publicados e ridicularizados por aqui. Um dos objetivos é mostrar ao leitor como eles são engambelados lendo textos que não querem nunca dizer nada.

    Sigamos juntos!
    EgoCego_3

  3. Poupar-me-ei temporariamente da adoção de um pseudônimo EgoCego… infelizmente o tipo de palavreado que emprego, o encadeamento disparado das idéias como uma locomotiva descontrolada montanha abaixo, me denunciariam de imediato.
    Não sei o quanto a adoção do pseudônimo me preservaria, embora juridicamente certamente seja a postura mais acertada!

    Meu blog é uma espécie de playground terapêutico através do questionamento de minha produção passada visando quebrar minhas barreiras autoimpostas devido a transtornos mentais nunca devidamente tratados antes… E agora o jogo é diferente!

    E ouso e arrogo-me dizer que estou caminhando na direção de conseguir cometer histórias em quadrinhos QUE AGRADEM, QUE SEJAM SIMPÁTICAS, CARISMÁTICAS, QUE DEEM VONTADE DE LER em mais gente além de eu mesmo, em mais gente além de patotinhas, puxassacos, nerds que se sentiram sensibilizados ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PELA TEMÁTICA, e JAMAIS PELA FORMA AGRADÁVEL E ESPONTÂNEA COMO A HISTÓRIA DESLIZARÁ.

    O material antigo presente no meu blog são todos materiais abandonados, ou inacabados… não dão nem de longe a exata dimensão do caminho que pretendo seguir doravante. Entretanto, eles são a matéria-prima, o LEGO que será desmontado, e com as pecinhas recriarei obras onde a maturidade e minha idade avançada serão o combustível da ousadia e da liberdade criativa que meu eu jovem jamais conseguiu ou conseguiria usufruir e desfrutar…

  4. Sobre este tema do riso como tática de guerrilha para rearmar os espíritos e afrontar com o status quo, só posso recomendar a todos os que nos leem dois exemplos interessantes e peculiares.

    – O NOME DA ROSA, do Umberto Eco. Nunca li o livro, mas a idéia motriz dos atos do vilão da história, muito bem explicitada no filme, é justamente o encobrimento do conhecimento de uma obra clássica (do grego Aristósteles, parece-me) que justamente discorre sobre o poder e a graça divina que há no RISO HUMANO. E o que o monge não podia admitir é que o uso do riso e do humor como um dom divino, pois é grande o poder subversivo e iconoclástico da risada, e ele NÃO PODIA ADMITIR nada que pudesse fragilizar o poder temporal totalitário e absoluto da Igreja. Os livros de Aristósteles tinham que ser encontrados e destruídos, para que o ridículo não minasse o poder e o status quo;

    – A NOVA ROUPA DO IMPERADOR: o clássico do…. do… (Perrault? Grimm? Anderson? oh shit, forget!…)
    Enfim, o clássico absoluto sobre a importância das aparências e o quanto os seres humanos são capazes de se rebaixar e cair no ridículo em prol de delegar a outros o julgamento pelo seu próprio valor… (pombas, me veio à cabeça a máscara que o JRP utiliza para lidar com seu público, e o quanto de si próprio enquanto pessoa, não enquanto personagem, ele acaba deixando transparecer… mesmo sem querer, inconsciente!). Uma metáfora perfeita, ainda mais em seu final quando todos caem em si no papel de otários em que caíram… meu sonho, talvez NOSSO sonho com relação ao despertar desses iludidos propagadores do tal do quadrinho nacional.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s