Princípios da Cegueira Criativa

cego

O pessoal anônimo do blog EgoCego está abrindo um novo espaço para produção de quadrinhos online.  É o http://egocego.ning.com/.

Os princípios que regem esse espaço de criação colaborativa são os seguintes:

Princípios da Cegueira Criativa:

Lei 1 – Anonimato Criativo

O EgoCego é uma comunidade criativa anônima. Nenhum de seus membros tem nome. Cada membro deve cadastrar-se com o nome EgoCego seguido de algum número para ser aceito. Exemplo: EgoCego_1, EgoCego_17.

Lei 2 – Um por todos, todos por um

Não há diferenciação entre autores, desenhistas, coloristas, leitores. Todos trabalham ao mesmo tempo nas áreas em que se sentirem a vontade. Você trabalha quando quer, na área que quiser e de onde quiser.

Lei 3 – Morte ao Ego

Não haverá busca por um estilo individual. Os caminhos nos roteiros, nas artes, nas idéias seguirão naturalmente o que a própria comunidade estipular como ideal. Nos simpatizamos com desenhistas, escritores e leitores camaleões, que entendem que é da mistura e não da especialização que sairá algo novo. O crédito de tudo que foi produzido será atribuído ao EgoCego.

Lei 4 – Não Haverá Prêmios

Se o ego está morto, ele não pode ser bajulado. O EgoCego repudia prêmios como HQMix, Ângelo Agostini, Eisner e Troféu Bigorna. O EgoCego veio para questionar os parâmetros tradicionais e estabelecer novas possibilidades. Os prêmios não podem se tornar avaliadores de nossa produção;

Lei 5 – Estou Vivo Enquanto Não me Vêem

O cuidado com o anonimato é essencial. A revelação da identidade real de algum membro EgoCego dentro ou fora do blog refletirá na sua expulsão da comunidade. Seja ela feita por ele ou por outrém. Portanto, cuide de seu anonimato: se você acha seu estilo único, reinvente seu jeito de escrever, desenhar, etc.

Lei 6 – Não Ganharei Dinheiro com Quadrinhos

Se houver objetivo dentre os membros da comunidade em ganhar dinheiro, ele virá de tudo, menos dos quadrinhos. Toda produção será postada gratuitamente online. O que pode ser comercializado são possíveis extras criativos, como camisetas referentes aos temas desenvolvidos, Posters, Prints, entre outros. Cada um ganha pelo que produzir, mas o material deve ser avaliado e aprovado por todos EgoCegos em uma enquete.

Lei 7 – VirtuReal

Os quadrinhos devem ser feitos essencialmente para a web. Pensados em formatos de fácil divulgação em blogs, twitters e outras ferramentas online de grande alcance. Não haverá quadrinho em papel a não ser que ele se conecte com algum conteúdo online de forma inteligente. Quadrinhos em papel são becos sem saída, quadrinhos na web são janelas multi-dimensionais.

Lei 8 – Aprendizagem Coletiva

O aprendizado no EgoCego é maior que nos grandes coletivos de quadrinhos que se vê por aí. É maior porque envolve gente normal, leitores, escritores, desenhistas, lixeiros, padres, prostitutas, tudo no mesmo barco. Retira-se assim a aura de superioridade que envolve os grandes coletivos de artistas e cria-se um ambiente mais saudável para a produção e consumo de quadrinhos. A ligação entre autor e público deixa de ser problema em um ambiente em que todos se misturam. Não bastasse, a troca de informações se dá de maneira mais livre e fluída que em espaços onde você precisa ser convidado ou avaliado antes de poder participar.

Se identificou? Quer participar? Entre em http://egocego.ning.com e crie seu usuário EgoCego.

Obrigado,
EgoCego_7

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4 Comentários

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4 Respostas para “Princípios da Cegueira Criativa

  1. Bom conteúdo.

    Sou roteirista de quadrinhos e parece q vc resumiu numa ‘cartilha’ a boa conduta de criação.

    Parabéns pelo blog, e não deixie de visitar

    http://www.levinaigre.blogspot.com

  2. Tenho dúvidas como serão feitas as parcerias nos projetos coletivos (ex., um roteiriza, outro faz lápis, outro finaliza e aplica cor, por aí vai…)

    – como preservar o anonimato um do outro?
    – teremos de fazer a troca de informações fora do espaço do blog.
    – como seriam feitas as postagens no trabalho finalizado no blog?

    A carta de princípios é cheia de ideais. E como aprendemos duramente, ao se converter ideais em regras, corremos o sério risco de transformar as boas intenções no inferno na terra (vide a constituição de 1988, garantiu direitos e garantias a todo mundo SEM prever QUEM arcaria com o provimento desses direitos MUITO MENOS COMO!!!)

  3. Isso me fez lembrar sobre como os idealismos e utopias esquerdistas da USP-SP influenciaram diretamente não apenas meu ódio ao PT, como também minha descrença na justiça social na base d“o Estado é uma mãe, ele dá tudo pros filhinhos e o contribuinte que pague a conta”. E de quebra, ainda me geraram um episódiozinho do robô-latão (i.e. Alma de Aço) em que o infeliz acaba salvando uns revolucionários de serem “exterminados”, virando o jogo e ganhando a porra da guerra e assumindo um planeta… e no auge de seu idealismo e sua cegueira purista, destroem toda a infraestrutura construída pelos vilões, para recomeçarem tudo do zero, em novas bases, um novo paraíso.
    …cinco anos depois, o latão reencontra esse pessoal, e eles estão chafurdando na merda, mal e mal subsistindo, ficando doentes, e empacados tentando restabelecer o mínimo de serviços essenciais a uma civilização…

    Eu adoro lição de moral… pena que meus personagens não compartilhem de minha opinião (muito menos de minha sorte de estar TOTALMENTE fora dessas roubadas! Aoki, que filho-da-puta… o último filho-da-puta que tratou um filho desse jeito deixou o coitado ser crucificado entre dois ladrões…)

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