Arquivo da categoria: Uncategorized

O que sua brochada tem a ver com terrorismo?

wtcbroch

Boa parte do mundo pensa o sexo baseado nessa coisa idiota da batalha entre os gêneros, de um gênero tentar subjulgar o outro.  Seja no ato sexual, seja na hora de seduzir (joga charme / faz cu doce / deixa chegar / chega primeiro, etc).

Isso também acontece na vida profissional ou onde mais existirem seres humanos idiotas. Toda essa baboseira conseguiu transformar um ato simples para um Homem das Cavernas – trepar – em um ato complicado pra um Homem Moderno supostamente mais inteligente.

Pois bem, hoje este iluminado membro do EgoCego chegou a uma verdade universal e inegável. Cheguei a conclusão de que a maior arma da mulher contra o homem é a possibilidade de sua brochada.

O homem se vangloria de meter na mulher, de ter uma pica que aponta para o céu, de perfurar a moça como se fosse um cachorro mijando no poste e marcando território. A mulher, imbuída de toda uma história de submissão, faz um docinho até abrir as pernas e uma hora abre, afinal, ela também quer dar. Mas aqui ela poderia fazer a reviravolta, e ao invés de ser perfurada por um opressor, poderia mastigar a lança que lhe perfura até que ela se reduzisse à migalhas.

Ok, tem mulheres que são assim, mas quando elas agem dessa maneira opressora, são qualificadas de “fogosas, selvagens” etc. Um homem nunca é selvagem, a agressividade está sempre dentro da normalidade do que ele deve fazer. Já uma mulher que se coloque de forma diferente na cama ainda assim não escapa do lugar que o homem lhe colocou. O machismo acaba por derrotá-la.

Pois bem, a estratégia da mulher moderna pra subjugar o homem é baseada na possibilidade da brochada. Os risinhos sarcásticos com as amigas, o efeito desmoralizador de uma contando pra outra da brochada do colega, ou até mesmo um ato simples como entrar numa comunidade do orkut do tipo “Pega de jeito ou nem pega” tem, como único intuito, subjugar a segurança psicológica do homem. No ato sexual ele pode ser o opressor, mas fora dele sempre carregará o medo de brochar alguma vez na vida.

É mais ou menos o efeito do terrorismo sobre os EUA. Qualquer ataquezinho pontual é a possibilidade de um perigo enorme e catastrófico. Não é a toa que o avião terrorista atacou uma grande torre que certamente era um símbolo fálico.

Enfim, como ficamos? Chegaremos na velhice, com os homens brochados aos 60 anos, deprimidos por não conseguir levantar mais o pinto nem pra mijar. E a mulher sessentona, radiante e pelancuda, trepará por aí com aqueles que conseguir fazer o pau levantar – ela própria, com sua estratégia terrorista do brochamento, acaba por produzir aqueles que não treparão com ela no futuro.

Obrigado,
EgoCego_3

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Princípios da Cegueira Criativa

cego

O pessoal anônimo do blog EgoCego está abrindo um novo espaço para produção de quadrinhos online.  É o http://egocego.ning.com/.

Os princípios que regem esse espaço de criação colaborativa são os seguintes:

Princípios da Cegueira Criativa:

Lei 1 – Anonimato Criativo

O EgoCego é uma comunidade criativa anônima. Nenhum de seus membros tem nome. Cada membro deve cadastrar-se com o nome EgoCego seguido de algum número para ser aceito. Exemplo: EgoCego_1, EgoCego_17.

Lei 2 – Um por todos, todos por um

Não há diferenciação entre autores, desenhistas, coloristas, leitores. Todos trabalham ao mesmo tempo nas áreas em que se sentirem a vontade. Você trabalha quando quer, na área que quiser e de onde quiser.

Lei 3 – Morte ao Ego

Não haverá busca por um estilo individual. Os caminhos nos roteiros, nas artes, nas idéias seguirão naturalmente o que a própria comunidade estipular como ideal. Nos simpatizamos com desenhistas, escritores e leitores camaleões, que entendem que é da mistura e não da especialização que sairá algo novo. O crédito de tudo que foi produzido será atribuído ao EgoCego.

Lei 4 – Não Haverá Prêmios

Se o ego está morto, ele não pode ser bajulado. O EgoCego repudia prêmios como HQMix, Ângelo Agostini, Eisner e Troféu Bigorna. O EgoCego veio para questionar os parâmetros tradicionais e estabelecer novas possibilidades. Os prêmios não podem se tornar avaliadores de nossa produção;

Lei 5 – Estou Vivo Enquanto Não me Vêem

O cuidado com o anonimato é essencial. A revelação da identidade real de algum membro EgoCego dentro ou fora do blog refletirá na sua expulsão da comunidade. Seja ela feita por ele ou por outrém. Portanto, cuide de seu anonimato: se você acha seu estilo único, reinvente seu jeito de escrever, desenhar, etc.

Lei 6 – Não Ganharei Dinheiro com Quadrinhos

Se houver objetivo dentre os membros da comunidade em ganhar dinheiro, ele virá de tudo, menos dos quadrinhos. Toda produção será postada gratuitamente online. O que pode ser comercializado são possíveis extras criativos, como camisetas referentes aos temas desenvolvidos, Posters, Prints, entre outros. Cada um ganha pelo que produzir, mas o material deve ser avaliado e aprovado por todos EgoCegos em uma enquete.

Lei 7 – VirtuReal

Os quadrinhos devem ser feitos essencialmente para a web. Pensados em formatos de fácil divulgação em blogs, twitters e outras ferramentas online de grande alcance. Não haverá quadrinho em papel a não ser que ele se conecte com algum conteúdo online de forma inteligente. Quadrinhos em papel são becos sem saída, quadrinhos na web são janelas multi-dimensionais.

Lei 8 – Aprendizagem Coletiva

O aprendizado no EgoCego é maior que nos grandes coletivos de quadrinhos que se vê por aí. É maior porque envolve gente normal, leitores, escritores, desenhistas, lixeiros, padres, prostitutas, tudo no mesmo barco. Retira-se assim a aura de superioridade que envolve os grandes coletivos de artistas e cria-se um ambiente mais saudável para a produção e consumo de quadrinhos. A ligação entre autor e público deixa de ser problema em um ambiente em que todos se misturam. Não bastasse, a troca de informações se dá de maneira mais livre e fluída que em espaços onde você precisa ser convidado ou avaliado antes de poder participar.

Se identificou? Quer participar? Entre em http://egocego.ning.com e crie seu usuário EgoCego.

Obrigado,
EgoCego_7

4 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Yo! Atitude Hip Hop no Quadrinho Nacional

mb1

Olá colegas,

mal começamos a divulgar o blog e já começo a sentir a coisa fervilhar. Quando alguns problemas estão latentes é assim mesmo: a resistência começa a brotar de diferentes cantos.

O intuito desse blog não é apenas falar de quadrinhos, mas sobre cultura em geral. Lembrando que CULTURA POP é um nome que inventaram pra poderem falar BEM de Transformers e  Trapalhões sem se sentir envergonhado e ainda com um certo ar cult .

Mas enfim, o interessante é que  boa parte das respostas vindas nos comentários e a repercussão maior de gente acessando veio dos fóruns de quadrinhos espalhados pela net. Espalhei por outros cantos relacionados à música e cinema, mas já que os quadrinistas apareceram primeiro, vamos então levantar alguns pontos legais.

Eu sou grande admirador do Rap Nacional. Mas vamos, espera, não páre de me ler agora. Vou explicar ponto por ponto. O Rap Nacional carrega uma atitude firme, forte, e ao mesmo tempo, extremamente rica e flexível. É firme pois é feita por uma minoria sem grana e sem oportunidades que precisa se estabelecer. É flexível porque está aberto a se envolver com diferentes estilos e captar o que rola de legal pelo mundo atual. A contradição dos rappers é sua maior qualidade. Ela proporciona um constante questionamento que não se abala com os desafios e continua seguindo em frente. Como diz Mano Brown em Capítulo 4 Versículo 3: “Violentamente pacífico, vim pra sabotar teu raciocínio”

E daí vem a minha tese de hoje: falta ao quadrinista nacional uma atitude Hip Hop. Tem várias coisas que o movimento hip hop utiliza que deveriam ser pensadas no quadrinho nacional:

1. Misturar passado e presente pensando no futuro:

mb2

Os quadrinhos não são um fenômeno atual. Eles existem já faz uma cara. O que chega ao público brasileiro, normalmente, são as produções mais recentes americanas e japonesas nas bancas. Os chamados “clássicos dos quadrinhos” estão disponíveis, sim, mas ficam depositados nas livrarias por preços altos e em edições de luxo.

Normalmente o que se produz de quadrinho é extremamente focado na produção recente, no que atinge mais gente, na produção mais superficial. Vide pessoal desenhando mil personagens de mangá e anime no orkut, vide uns perdidos defendendo super heroi nacional com collant e poderes mágicos. Quando um cara pega um Eisner pra ler ele acha feio e sem graça – desenhos preto e branco, histórias de dia a dia, que chatice!

Mas sem o Eisner você não teria um simples cheiro de comida desenhado como uma nuvem e guiando a narrativa pela página. Você não teria um título entrando na história e se tornando objeto dentro dela. Eisner é um daqueles que realmente vê longe e quebra padrões: antes de Eisner se desenhava em pequenos quadros, depois de Eisner os quadrinhos são possibilidades infinitas que podem surgir de uma folha em branco.

Posso falar sobre mil outros caras importantes e que fazem parte dos grandes nomes da HQ (Alan Moore, Gaiman, Crepax, Moebius, Scott McCloud…) mas aí estaria me desviando do ponto principal, que é: um trabalho de qualidade PRECISA estudar os trabalhos realizados no passado, PRECISA entender quais foram as revoluções que cada autor trouxe em seu trabalho, PRECISA saber trazer isso para o presente sem parecer peça de museu refeita.

Os caras do Rap são mestres nisso. A influência do Rap Nacional de vários grupos (e pegue aí Racionais, Possemente Zulu, Relatos da Invasão) é o Funk, Jazz, Soul. O Rap se posiciona como evolução da música negra e vai buscar nas raízes do funk o gingado que faz a diferença em contraste com o vocal cortado, duro, batido dos vocalistas atuais. A junção se mostra muito rica, como no vídeo a seguir:

O DJ do Racionais, KL Jay, defende que ao ir numa pista de dança, é legal tocar o hip hop nervoso que faz o povo dançar. Mas que ao menos alguma música das antigas deve entrar. Pra mostrar daonde aquilo veio, pra abrir a mente do pessoal e mostrar como tem coisa antiga boa e atual. Com os quadrinhos é parecido: estude, leia, busque nos quadrinhos antigos de caras bons o que diferenciava o trabalho deles. Tente trazer isso pro seu quadrinho na linguagem, na estética, nas idéias. Subverta o trabalho desses caras velhos mostrando também que o mundo mudou, mas, sobretudo, faça isso para que aos poucos possa saber ONDE está pisando e PARA ONDE está indo. Os quadrinhos tem uma história, seja na Europa, nos EUA ou no Japão… e se você já sabe o que foi feito, pode caminhar para lugares novos.

2. Ligação com o seu público.

ib11

Entenda o seu público. Mas, pra não ficar tão burocrático, não vá fazer pesquisa de mercado. Ouça tua intuição, ouça tuas revoltas, ouça os teus sonhos. Ouça aquelas verdades que você não admite pra ninguém mas que você sabe que também estão fervilhando na cabeça de quem você conhece.

Bote isso pra fora. Seja sincero com você mesmo. Sem fazer média, sem ter vergonha de ser mal avaliado. Voltando para o exemplo do Rap, os Racionais MCs venderam um milhão de cópias do seu cd Sobrevivendo no Inferno na década de 90. Misturando Tim Maia com um rap frio, cinzento, com letras duras e que ditavam a realidade de São Paulo.

Quando Mano Brown fala na música “Vivão e Vivendo”, que eu postei logo acima: “Você está nas ruas de São Paulo, onde vagabundo guarda sentimento na sola do pé… não é pessimismo não, é assim que é” ele não está falando apenas com o pobre. Está falando com todos os brasileiros. É aí que vem a força de quem entende a realidade ao seu redor e entende quem ouve ou lê a sua obra. Um trabalho, quando é bom, é universal: passa pelo regional mas capta uma realidade maior e a traz junto consigo. Racionais toca nos opalões velhos da periferia e toca nas casas de show do Jardins.

Portanto, fale de sua vida, fale do que enxerga, fale do que sente sem medo de encarar as reações. Leva um tempo até você se encontrar, mas durante o processo você aprenderá muita coisa.

3. Muita coletividade na quebrada

er1

Coletividade não é camaradagem. Coletividade é se juntar pra fazer algo maior acontecer. Algo com qualidade. No rap o pessoal tem PAPO RETO, se tá ruim, tá ruim: bora melhorar que ainda não chegou tua hora.

Atualmente se vê uma tendência de criação de coletivos de quadrinistas como O Contínuo, Quarto Mundo e outras organizações como a Revista Front. São iniciativas legais como modo de pensar o trabalho de quadrinhos como organização coletiva. É daí que vem a força de cada um deles. Por outro lado, é importante que nesses grupos não haja a ilusão de que a mera divulgação, auto-satisfação e o ganho de prêmios seja suficiente.

O Quarto Mundo ganhou Angelo Agostini, O Contínuo ganhou HQ Mix, e por aí vai. Todos muito felizes e satisfeitos com a qualidade do seu trabalho. Mas… e a distribuição? Como esses coletivos vão se organizar pra fazer, de fato, o quadrinho chegar ao leitor? E como esses grupos vão se organizar pra criar algo que CRIE INTERESSE no leitor? O Contínuo tem algumas histórias geniais, outras nem tanto, e umas outras extremamente herméticas (vide um dos últimos lançamentos, a Revista Câncer). Não é a toa que se encontra as revistas pra vender só nas bancas da Vila Madalena e na Livraria Cultura.

Os lançamentos de quadrinhos são todos feitos na livraria HQ MIX. Na praça Roosevelt. Point cult pra burguesia endinheirada. Depósito certo para os álbuns publicados pelas editoras e certamente ponto morto pra divulgação do quadrinho nacional.

Os caras do Rap fazem um show com ingresso de 100 reais pra burguesada ir. Na favela, os shows custam no máximo 10 contos. E atingem muito mais gente. Isso sim que é coletividade: o leitor dos quadrinhos é que devia estar intimamente envolvido nos coletivos quadrinistas.

4. Pensar grande

kjay

Ok, você desenha pra caralho mas leva mil anos pra terminar um quadrinho. Fazer quadrinho é tarefa das mais árduas, leva tempo pra pensar roteiro, pensar esboço e composição, fazer arte final, colorir e o caralho. Pense grande: você vai conseguir evoluir nesse ritmo de tartaruga dentro de um mundo cada vez mais ágil?

Olha a entrevista desse cara, um tal de Johandson. Ele é o típico quadrinista que se posiciona como auto-falido. Chama a profissão de quadrinista de suicida e etc, por mais que a entrevistadora tente captar algo de animado e otimista no discurso dele:

Será que esse mundo super rápido não prefere quadrinhos mais simples, porém bem feitos, do que esses quadrinhos ultra-realistas-detalhados que nunca ficam prontos? Você quer satisfazer teu ego ou quer divulgar tuas idéias?

Porque os coletivos são tão fechados? Porque se lança tão pouco material por ano? Porque todo esse apego com a publicação impressa, com o fanzine feito em gráfica, com o álbum de luxo? É pura burrice. Não se pensa grande, porque pensar grande dá trabalho e exige que a gente repense o nosso jeito de desenhar, de agir, de se relacionar com o mundo.

A internet tá aí e a coisa mais fácil é botar uma história boa pra rodar. Os grupos de rap tão tudo com Myspace jogando música nova na net aos poucos pro povão ficar feliz ao invés de fazer todo mundo esperar pela grande-obra-maravilhosa-gravada-num-CD. E olha que Racionais tem moral pra fazer a galera esperar… e você, quadrinista iniciante desconhecido? Acorda, rapaz!

Pensa no momento em que você talvez precise parar de desenhar um pouco pra poder orientar outros ilustradores no futuro. Os manos velhos do rap continuam fazendo seu som, lançando CDs, mas já abriram gravadoras e estão em busca de talentos novos pra fazer a cultura deles crescer. Como isso seria possível no mundo dos quadrinhos?

Encontrei um post no blog do JRP, que apareceu por aqui hoje, em que um de seus leitores reclama:

“Eu não tenho nada contra os Gêmeos, ou o Grampá, mas acho que se eles tem um destaque na mídia, eles deveriam chamar para si alguma responsabilidade em relação ao estado de coisas. Não digo que vão abrir escolas, dar curso de graça, bancar algo ou apadrinhar alguém, mas vai atrás de grana nas instituições, passa a administrar seu próprio material com responsabilidade, estabelece um modelo de trabalho que sirva de referencial.

Eu tenho adotado a frase “prefiro ter sangue nas mãos que água como Pilatos”, porque não dá, no Brasil poucas pessoas chamam para si alguma responsabilidade sobre o que podem e devem fazer.”

O cara tocou num ponto essencial. Agora, convenhamos, como os GRANDES GÊMEOS que cada vez mais se posicionam como  os GRANDES TRABALHADORES DO QUADRINHO NACIONAL, que ganham prêmios junto com os caras da literatura e dizem que “o futuro do quadrinho continuará sendo o papel”, que se desdobram pra produzir uma porrada de coisas EM DUPLA podem indicar algum caminho?

Esses caras já estão velhos. Precisavam ter nascido dez anos depois pra conseguir mudar alguma coisa. Serão os Ângelos Agostinis do futuro.

Enfim, são apenas alguns questionamentos.

Conselho do dia pro quadrinista nacional: Sangue nos zóio!

Abraço,
EgoCego_5

13 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Contra a Cultura Pop, o Jornalismo PagaPau e Blogs Burros.

Com o advento da internet, nunca se viu tanta gente publicando suas opiniões e criações.

Publicando contos, ilustrações, quadrinhos, música, fotografia. A internet tirou em parte a vergoinha que sentíamos de expor nossos trabalhos e, através da fácil publicação e a possibilidade de muita gente poder avaliar o que você faz, teoricamente estaríamos num cenário muito favorável: todos produzindo cada vez melhor, sendo avaliados constantemente por muitas pessoas ao mesmo tempo e o milagre da construção da inteligência coletiva estaria consagrado.

A inteligência coletiva é um mito. Ou, talvez, superestimada. Se as pessoas que pensam e constroem essa inteligência coletiva em rede são burras ou amiguinhas demais entre si, estamos entrando no terreno de uma inteligência certamente variada, mas extremamente superficial.

Este blog se coloca CONTRA os sites ditos divulgadores e analistas da Cultura pop. Acesse uma resenha de qualquer grande site que se proponha a analisar a cultura e pense se a resenha mudou seu jeito de pensar. Vamos, tente!

Missão 1. Acesse o Omelete e tente extrair algo de inteligente. Só tome cuidado pra não clicar em algum produto ou propaganda daquele campo minado que o Omelete virou. O Omelete é um caso engraçado, eu até lia uma ou outra crítica inteligente por lá anos atrás, mas ultimamente eles vendem tudo, até mesmo o fundinho do layout, pros filmes da vez. A política de boa vizinhança com tudo que é produto cultural lançado no Brasil certamente rende muitos privilégios à tal cozinha do omelete.

Missão 2. Acesse o Whiplash, o maior site de rock do Brasil, e leia as últimas resenhas de lançamentos de CDs. Me diga se elas te deram curiosidade de ouvir o som, se elas te situaram bem dentro do estilo que o CD foi produzido, se ela faz alguma ligação com outras bandas históricas e influências, se elas te informaram algo mais além do nome das faixas. Conte o número de adjetivos: “bombásticas”, “matadoras” e “pegajosas” são avaliações comuns. Tome cuidado com os adjetivos: a quantidade de adjetivos usados é quase sempre inversa a qualidade da avaliação. Me diga se ao ler a resenha, você pode confiar que encontrará algo interessante ao comprar ou baixar o album.

Missão 3. Acesse a revista O Grito e encontre alguma resenha que não seja pura bajulação. Esse pessoal joga café quente na hora de criticar mas logo resolvem amornar com um pouquinho de leite frio. Exemplo da primeira página de hoje:

“Franz Ferdinand: O bom e velho rock dançante sem muita revolução

O título em cima do muro já diz muito sobre a postura do site. O cd novo do Franz é bom, é ruim? É dançante, é conservador? E COMO ASSIM sem muita revolução? Revolução é algo que muda tudo, subverte um cenário! Ou há revolução ou não há: isso de mais ou menos revolucionário é coisa de crítica molenga, burra e sem fundamento.

Missão 4. Acesse o maior (haha) site de quadrinhos do Brasil, o BIGORNA, e tente não ficar deprimido com o layout. Procure nas notícias e me diga se tem algum quadrinista realmente ativo sendo citado. Me diga se você gostaria de ler algum dos super heróis brasileiros citados por lá. Me diga SE VOCÊ SAIU DE LÁ GOSTANDO MAIS DE QUADRINHOS. Pois bem, são os editores do Bigorna que representam o Brasil por aí nas palestras sobre HQ.

O problema com a crítica cultural independente – desse mar de blogueiros, pseudo-jornalistas, cults de boteco – é que o pessoal é muito burro. Viram filmes demais e ouviram bandas demais e não conseguiram digerir. Escutam ou lêem algo novo e se for reconhecível – ou seja, repetitivo – conseguem criar uma crítica… mas, sem ter muitos fundamentos ou parâmetros, criam resenhas que são pura bajulação. Quem não sabe pensar elogia pra não entrar em atrito. Quem não sabe pensar não pode entrar em atrito pois não tem como defender sua opinião.

Não estou defendendo só os críticos profissionais. Quero que eles morram também. Estou defendendo que SE PENSE mais antes de publicar. Que as pessoas deixem de ser TWITTEIROS EXISTENCIAIS que peidam e já querem divulgar ao mundo. Vocês são pequenos seres perdidos no mar da informação e só contribuem para que mais lixo e desorientação sejam gerados.

Outro problema com a crítica cultural independente é que, no geral, os publicadores na web se conhecem – orkontros aqui, lançamentos de zines acolá, divulgação no bloguinho alheio mais adiante – e isto quebra qualquer possibilidade de avaliação crítica. O amigo não falará mal do trabalho do outro pra não ser falado mal mais adiante. Muita camaradagem empobrece fudidamente os trabalhos. Brasileiro fala mal de política mas são todos EXTREMAMENTE políticos e corruptos nas menores coisas do dia a dia.

Por isto este blog  já nasce cego. Não apela para o próprio ego, não apela para o SEU ego, pois não consegue enxergá-los. A única coisa que ele enxerga é a escuridão em que estamos submetidos.

Obrigado,

EgoCego_2

Presentinho do dia: Banner Campanha Anti-Omelete

antiomelete2

9 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Mal vindo

Eu não sou uma pessoa, sou uma idéia.

Sou várias idéias e talvez várias pessoas.

Mas certamente eu não sou você. Deve ser deprimente ser você.

Este blog é para aqueles que precisam de espaço mas não querem viver o espaço pré-planejado. Para aqueles que tem um nome e não concordam com ele. Para as idéias que não dão a cara a tapa pois idéias não tem rosto. Para os ridicularizados que farão sentido apenas depois de mortos.

Este blog já nasce morto. Agradeço a sua participação como verme.

Abraço

EgoCego _4

4 Comentários

Arquivado em Uncategorized